28 Outubro 21:30
Bochmann Homenageia Bocage

Onde: Sala Principal

Custo: 5 € Plateia | 4 € Balcão

Título: "Bochmann homenageia Bocage"
Sinopse: Concerto repartido em duas partes, em que a primeira apresenta, em estreia mundial, a obra "O Suspiros do Rouxinol", de Christopher Bochmann e inspirada em poesia de Bocage. Na segunda parte são interpretadas obras de J. S. Bach, Handel, Purcell, Tellemann e Vivaldi
Direção: Christopher Bochmann
Intérpretes: Suzana Teixeira (mezzo soprano), Fernando Pernas (clarinete), Ana Teles (piano) e agrupamentos do Conservatório Regional de Setúbal
Agenda: 28 de outubro, sexta-feira, 21h30
Bilhetes: 5 € Plateia | 4 € Balcão
Organização: LASA
Outras Informações: Espetáculo integrado nas Comemorações dos 250 Anos do Nascimento de Bocage

Concerto integrado nas Comemorações dos 250 Anos do Nascimento de Bocage e que apresenta, em estreia mundial, “O Suspiro do Rouxinol”, encomenda da LASA – Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão ao maestro, compositor e professor catedrático Christopher Bochmann.

Este evento, integrado nas Comemorações dos 250 Anos do Nascimento de Bocage, divide-se em duas partes, incluindo a interpretação de obras de grandes compositores da música clássica.

Parte I

“O Suspiro do Rouxinol”, de Christopher Bochmann, por encomenda da LASA – Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão e inspirado no soneto de Bocage “Olha Marília, as flautas dos pastores”.

Suzana Teixeira – mezzo soprano
Fernando Pernas – clarinete
Ana Teles – piano

Parte II

Obras de J. S. Bach, Handel, Purcell, Tellemann e Vivaldi, interpretadas pelos agrupamentos Paganinus, Violetas e Orquestra de Violoncelos, do Conservatório Regional de Setúbal.

 

CHRISTOPHER BOCHMANN

Nascido em 1950, formou-se em composição pela Universidade de Oxford, como aluno de David Lumsden, Kenneth Leighton e Robert Sherlaw Johnson. Em 1999, obteve o grau de D. Mus. (doutoramento em composição) pela mesma universidade.

Estudou também com Nadia Boulanger, em Paris, e com Richard Rodney Bennett, em Londres. Lecionou em várias escolas na Inglaterra, entre as quais a Escola Yehudi Menuhin. Passou dois anos no Brasil como professor da Escola de Música de Brasília.

Trabalha em Portugal desde 1980. Lecionou em várias escolas na área de Lisboa nomeadamente no Instituto Gregoriano de Lisboa e no Conservatório Nacional. Durante seis anos, foi diretor da Escola Superior de Música de Lisboa, onde também coordenou o curso de Composição de 1990 a 2006.

Desde 2006 é professor catedrático convidado da Universidade de Évora, onde desde 2009 também é diretor da Escola de Artes.

É maestro titular da Orquestra Sinfónica Juvenil desde 1984 com a qual gravou três CD da sua própria música.

Em 2004 foi-lhe atribuído uma Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura e em 2005 foi agraciado pela rainha Isabel II com a condecoração O.B.E. (Officer of the Order of the British Empire).

As suas composições abrangem quase todos os géneros musicais, da música para solistas à música orquestral, da música de câmara à ópera, para além de inúmeras orquestrações e arranjos.

O seu estilo musical passou por uma fase de considerável complexidade e já utilizou muitos processos aleatórios. Mais recentemente, a sua música tem-se tornado algo mais simples, seguindo assim certas tendências do pósmodernismo sem contudo recorrer ao neotonalismo.

Na sua música vocal interessa-se especialmente na exploração de aspetos tanto fonéticos como semânticos do texto.

Toda a sua música revela uma preocupação com a relatividade com que ouvimos e apreciamos o som, numa tentativa de fazer corresponder os processos e as técnicas estruturantes da música cada vez mais proximamente a critérios intrinsecamente musicais.