
Jovens Coreógrafos 2026
Academia de Dança Contemporânea de Setúbal
Carolina Pica
Ivanoel Tavares
Mariana Vaz Mora
6 de março . 15h00 (apenas para escolas)
7 de março . 21h00

Academia de Dança Contemporânea de Setúbal
Carolina Pica
Ivanoel Tavares
Mariana Vaz Mora
6 de março . 15h00 (apenas para escolas)
7 de março . 21h00
CAROLINA PICA
Bailarina e criadora de dança contemporânea. Iniciou o seu percurso nas danças urbanas aos 6 anos. Encontrou a dança contemporânea aos 13 anos, e, no ano seguinte, ingressou na ADCS. Terminou o Curso de Formação de Bailarinos no ano de 2023, tendo integrado a Pequena Companhia de 2020 a 2023. Atualmente, é finalista da Licenciatura em Dança na Escola Superior de Dança-IPL.
A vitrine (ou Onde morrem as Camélias)
Um pequeno abrigo de vidro e um gigante corpo de ferro. Tenho pele de plástico e ossos de borracha; estico-me, torço-me e redobro-me para revelar a minha melhor faceta. Um sorriso, um aceno, elegante, dois metros de altura e um cabelo bem penteado, sempre, sempre para o lado direito, até porque nunca há nada de bom que se faça do lado esquerdo. 1440 testes diários à minha aptidão para permanecer imóvel, como numa vitrine. Sem ar, com luz artificial. Já me devo ter esquecido que o vidro parte e corta, e que tudo o que é demais me faz sentir com um corpo de menos.
Música
Someday My Prince Will Come – Miles Davis, John Coltrane, Hank Mobley, Wynton Kelly, Paul Chambers, Jimmy Cobb; Tainted Love – Soft Cell; Piangete voi – Maria Callas
Intérpretes
Beatriz Costa; Bianca Brito; Emídio Nunes; Gabriela; João Cruz; Júlia; Lara Ribeiro; Lara Torres; Maria Inês Ricardo; Maria; Rita Costa; Samuel Waite; Sarah David; Vicente Neves.
IVANOEL TAVARES
Bailarino profissional formado em Dança Contemporânea em 2013 pela Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, aprofundou a sua formação ao integrar a P.A.R.T.S., em Bruxelas. Iniciou a carreira profissional em 2015 na companhia DançArte, em Palmela, mantendo colaboração com “A Minha Escolinha de Ballet”, nos Açores. Em 2016, realizou um estágio na Budapest Dance Theatre, na Hungria, e integrou a Companhia de Dança Contemporânea de Évora.
Ao longo do seu percurso, trabalhou com coreógrafos de referência nacional, como Vasco Wallekamp, Benvindo Fonseca e Gonçalo Lobato, desenvolvendo uma forte versatilidade artística. Paralelamente, construiu uma carreira relevante no meio comercial, participando em espetáculos, videoclipes e campanhas publicitárias com artistas e marcas de grande notoriedade, como Anselmo Ralph, Mariza, Calema, Altice Portugal e BMW. Participou ainda em programas televisivos de grande audiência, destacando-se com o segundo lugar em “Let’s Dance – Vamos Dançar?”.
Desde 2016, é professor residente de dança contemporânea na Showit Dance Academy, em Almada, desenvolvendo uma linguagem artística que cruza a dança contemporânea com influências africanas, mantendo um forte compromisso social.
O Incalculável
“O Incalculável” aborda tudo aquilo que não conseguimos medir, prever ou controlar: emoções, relações, dores, afetos, excessos internos.
Na fase da adolescência, o corpo cresce mais rápido do que a psique consegue acompanhar. Enquanto o corpo se transforma e exige novas respostas, a psique ainda está a aprender a reconhecer as suas emoções, organizar sensações e a dar sentido a um corpo que já não é o de antes.
Incalculável é uma peça de dança contemporânea que investiga o excesso emocional, o erro e a falha como partes inevitáveis do processo de crescimento. Oito corpos habitam um território instável, oscilando entre a tentativa do controlo e o colapso, entre a contenção e a expressão.
Em cena, emergem emoções que não se deixam medir, organizar ou prever — emoções que escapam a números, regras e expectativas. Quando o cálculo falha, o corpo responde.
Música
Colagem musical
Intérpretes
Cast 1: Emídio Adérito, Samuel Waite, João Cruz, Vicente Neves, Bianca Brito, Maria Costa, Sarah David, Rita Costa, Lara Ribeiro.
MARIANA VAZ MORA
Porque é que uma criança tão pequena já tinha tantas fugas, já criava para manipular o tempo, para sair do dia-a-dia e expor-se, mostrando o seu prazer em criar e inventar?”
Mariana VazMora, nascida a 17 de Setembro de 2003 em de Freixo de Espada à Cinta, foi nesta pequena Vila que com apenas cinco anos, começou a ingressar no mundo da dança. Iniciou o ballet, ginástica rítmica e mais tarde o contemporâneo. Basicamente, o seu primeiro mundo foi a sua imagem, o mexer o corpo e desafiar-se. Mas encenar “coisinhas”, e depois querer mostrá-las, não era só prazer, mas era o MOSTRAR e ser apreciada ou criticada.
Matriculou-se no ensino articulado e artístico na Academia de Dança Contemporânea de Setúbal, onde se formou como Bailarina Profissional. Para complementar e enriquecer a sua formação, tem-se integrado em diferentes programas/projetos em Portugal e noutros países, trabalhando com coreógrafos díspares, explorando o seu movimento, conhecimento e criatividade de uma forma instintiva e prazerosa de maneira a conectar-se com a sua fonte interior e entrar num mundo de infinitas possibilidades. Atualmente, frequenta a ACTS – Paris (Art of Choreography Training Studio )/École de Dance Contemporaine de Paris, onde realiza a sua Formação Superior – Licenciatura em Dança Contemporânea, com um percurso de três anos focado em Coreografia e Criação, enquanto explora e desenvolve a sua Identidade Artística.
Sem Rédeas
Em “Sem Rédeas”, o palco torna-se um rodeio indomável, um território onde ninguém entra para ser domado, mas para afirmar a própria força. O medo muda de lugar e os corpos avançam sem pedir permissão, dominam o espaço e invertem papéis. Neste rodeio simbólico não há controlo externo, apenas identidades em estado bruto, poderes que nascem da recusa em ser contidos.
Inspirado por múltiplos universos sonoros. No fim, em “The End” pelo universo de The Doors e pela voz indomável de Jim Morrison — o Lizard King – “ I’m the lizard king, I can do anything.”
Não se dança para agradar, dança-se para existir, confrontar e libertar. “Sem Rédeas” é um ritual de coragem, onde o público já não intimida, é intimidado, porque a verdadeira força nasce quando se soltam todas as rédeas.
NÃO te deixes ser DOMADO.
DOMA-TE A TI MESMO.
“This is the End.”
Música
Three Wishes – Camel; Symmetry Systems – (Porcelain ) 36; Freefall – Camel; Stones Start Spinning – David Darling; The End – The Doors
Intérpretes
Cast 1: Samuel Waite, Rita Costa, João Cruz, Emídio Adérito, Sarah David, Lara Ribeiro, Vicente Neves, Bianca Brito, Maria Inês Ricardo
Bailarina Convidada
Leonor Mateus
PROGRAMA JOVENS COREÓGRAFOS
O programa Jovens Coreógrafos tem o intuito de promover a partilha de experiências de jovens profissionais bailarinos/coreógrafos (ex-alunos da ADCS e outros) com os alunos da ADCS que pertençam à Pequena Companhia/Little Company.
Dada a escassez de saídas profissionais no nosso país, a Direção da Pequena Companhia/Little Company da ADCS convida, todos os anos, 3 ou 4 jovens coreógrafos, dando-lhes a possibilidade de porem em prática as suas ideias e apresentarem os seus bailados num teatro com todas as condições, dançados por uma estrutura semelhante a uma companhia profissional.
Este programa começou a ser desenvolvido no ano letivo 2014/2015, sendo um projeto que promove a criação de público e, simultaneamente, a divulgação do trabalho destes jovens coreógrafos, funcionando para alguns deles como uma “rampa de lançamento” para o mercado de trabalho.