28 Março 21:00
Orquestra Académica Metropolitana

Onde: Sala Principal

Custo: 5 € Plateia | 4 € Balcão

Título: "Orquestra Académica Metropolitana e Coro da Universidade Nova de Lisboa"
Sinopse: Os músicos da Academia Nacional Superior de Orquestra da Metropolitana interpretam Franz Schubert e Richard Strauss
Direção: Jean-Marc Burfin e João Valeriano (Coro)
Agenda: 28 de março, sábado, 21h00
Bilhetes: 5 € Plateia | 4 € Balcão

Os jovens músicos da Academia Nacional Superior de Orquestra da Metropolitana interpretam duas obras escritas no início das carreiras de Franz Schubert e Richard Strauss. A vivacidade própria daquela fase da vida, o entusiasmo pelo domínio de uma arte tão exigente, irradiam na leitura de cada um dos compassos das partituras.

Para o fazer, a orquestra divide-se em duas metades. Primeiro, os sopros interpretam uma suíte composta por quatro peças que Richard Strauss completou aos vinte anos de idade. Já antes havia escrito uma obra semelhante, também para treze instrumentos de sopro, porventura uma alusão à célebre Serenata n.º 10 de Mozart, ainda que não respeitando rigorosamente a mesma combinação de instrumentos. A desenvoltura melódica e a sagacidade da orquestração despertaram a atenção de várias personalidades. Surgiu então o desafio para compor um trabalho mais ambicioso, num modelo semelhante. Curiosamente, a estreia desta nova suíte, em 1884, proporcionou a Richard Strauss a direção de uma orquestra em público pela primeira vez. Ele viria a ser também um maestro.

Já às cordas da orquestra é confiada a revelação da faceta religiosa de Schubert, de quem conhecemos, sobretudo, as canções, música de câmara e sinfonias. Apesar de não ter sido um católico muito devoto, o compositor austríaco escreveu seis missas completas, esta segunda quando ainda contava dezoito anos. Juntam-se aqui três cantores solistas e o Coro da Universidade Nova de Lisboa. É uma missa que transborda energia e simplicidade, mantendo uma pulsação cadenciada que favorece a contemplação espiritual. Pelo seu encanto, a secção do “Credo” é frequentemente interpretada separadamente.